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Redes e Conectividade - Endereços IP e Sistemas Autónomos

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  1.  Como são atribuídos os endereços IP?
  2.  O que é um Sistema Autónomo?
  3.  É necessário ser Sistema Autónomo para dar serviços de Internet?
  4.  Que informação posso obter dos Registos Regionais como os do RIPE?
  5.  Qual é o grau de conectividade habitual nos Sistemas Autónomos?
  6.  Já experimentei pôr um IP no RIPE, mas só aparece qualquer coisa relativa à IANA.
  7.  O que é o Looking Glass?

  1. Como são atribuídos os endereços IP?

    A IANA (Internet Assigned Number Authority) é a organização que, a nível mundial, funciona como a maior autoridade na atribuição "dos números" na Internet. Entre os números que gere a IANA estão os das portas e dos endereços IP.

    Os endereços IP são geridos de forma hierárquica mediante a delegação dumas organizações às outras, de forma muito similar aos nomes de domínios.

    No primeiro nível da hierarquia está a IANA, a maior autoridade na reserva de endereços IP. A IANA outorga, indirectamente, os endereços IP aos operadores e provedores de Internet, igualmente às empresas; distribui-os entre os registos regionais que conformam o segundo nível.

    Actualmente existem quatro Registos Regionais no Mundo que, recebem blocos de endereços IP da IANA e os atribuem nas respectivas zonas de influência:

    • APNIC: Registo de endereços IP para a Região Ásia-Pacífico.
    • ARIN: Registo de endereços IP para a América do Norte e a África Subsaariana.
    • LACNIC: América Latina e as Ilhas das Caraíbas.
    • RIPE: Para a Europa, o Médio Oriente, a Ásia Central e países africanos do hemisfério Norte.

    O terceiro nível na hierarquia está conformado pelos Sistemas Autónomos, por serem os que recebem blocos de endereços IP do seu registo regional correspondente. Os Sistemas Autónomos solem ser operadores com redes e políticas próprias de roteamento e conectividade.

    Por exemplo, arsys é o Sistema Autónomo AS20718 que recebe os endereços IP do RIPE.

    O quarto nível da hierarquia de atribuição de endereços IP, esta conformado pelos provedores de Internet ou ISP, os quais recebem grupos de endereços IP por parte do Sistema Autónomo ao que estão conectados. Por exemplo, provedores conectados com a Portugal Telecom, ISP com servidores nos Estados Unidos da América ou ISP alojados na arsys.

    No último nível da hierarquia esta formado pelos utilizadores finais dos endereços IP, que o recebem, bem para se conectar à Internet ou para alojar o seu sitio web.

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  2. O que é um Sistema Autónomo?

    A Internet é a "rede de redes", quer dizer, é a estrutura formada ao interligar todas as redes informáticas do Mundo. A Internet tem estrutura hierárquica do tipo fractal na que cada uma das partes é semelhante ao todo.

    A Internet, no seu máximo nível está conformada por um conjunto de grandes redes que são os Sistemas Autónomos. Os Sistemas Autónomos comunicam-se entre eles através de routers BGP, onde é permutado o tráfego da Internet que vai de uma rede para outra.

    Ao mesmo tempo, cada Sistema Autónomo é uma Internet em pequeno, porque normalmente tem nodos fisicamente separados; por exemplo o Sistema Autónomo da arsys tem nodos em Logronho, Madrid e Londres. O Sistema Autónomo está formado por outras redes menores, que ainda podem ser conjuntos de redes, e assim sucessivamente até ir ao nível mínimo, a rede local ou equipamento individual de um utilizador.

    Portanto, o Sistema Autónomo é outra rede parte da Internet, no máximo nível hierárquico. A Internet é, simplesmente, o resultado da integração de Sistemas Autónomos ligados entre si.

    Tecnicamente, o Sistema Autónomo define-se como "o grupo de redes IP que possuem uma política própria e "independente" de rotas. Esta definição faz referência à característica fundamental do Sistema Autónomo: faz gestão particular do tráfego que flúi entre ele e o resto de sistemas autónomos que integram a Internet.

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  3. É necessário ser Sistema Autónomo para dar serviços de Internet?

    Não é recomendável, de não ser que, manipule quantidades grandes de tráfego que assim o justifique. Os investimentos necessários em equipamentos são dispendiosos, também à gestão da rede..

    Em geral, se deseja ser fornecedor de serviços de Internet a terceiros, é conveniente contratar serviços de hosting, colocation, conectividade, etc., numa empresa de Sistemas Autónomos e com boa conectividade.

    Na arsys oferecemos todo tipo de serviços, pensados especialmente para ISP's. Na Internet tudo funciona hierarquicamente e a chave da rentabilidade está em adequar as despesas, seleccionado o nível de serviço mais apropriado à nossa situação.

    Por isso, a arsys dá uma grande variedade de serviços para ISPs, a partir de planos de hosting partilhado pensados para o negócio de ISPs, com capacidade, segundo à quantia de domínios, até serviços de Data Center virtual;  ainda de Servidores Dedicados, Colocation, venda de tráfego, etc.

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  4. Que informação posso obter dos Registos Regionais como os do RIPE?

    Podem-se obter dados muito interessantes sobre a rede à qual estamos conectados..

    Por exemplo, suponhamos que o proprietário de um site resolveu um dia estudar a conectividade e a rede do seu provedor de hosting.

    O estudo inicia-se com a execução do tracert a si próprio para obter o endereço IP no que está alojado o domínio, e resultou ser 217.76.151.34.

    Como o proprietário do domínio contratou os serviços de hosting num fornecedor português, corresponde ir ao registo europeu, o RIPE (http://www.ripe.net/). Basta ir à secção whois e escrever aí o endereço IP para encontrar os primeiros dados (clicar aqui para os ver).

    • A secção inetnum mostra a série à qual pertence o endereço IP e o seu proprietário.
    • A secção route mostra informação relativa a rota para chegar até ela. É aí onde aparece o sistema autónomo do qual depende, no nosso caso AS20718.

    Resumindo, a “inetnum” mostra o fornecedor da Internet enquanto que "route" mostra o Sistema Autónomo do qual depende. Se ambas as empresas forem a mesma, então o nosso fornecedor é multihomed (Veja o comparativo com a concorrência).

    Ao clicar sob o sistema autónomo, realizamos uma consulta ao whois equivalente a escrever directamente AS20718 na caixa de texto. A informação que se mostra aqui resulta ser muito interessante:

    • No bloco aut-num aparecem os peerings ou intercâmbios de tráfego que o Sistema Autónomo realiza com outros Sistemas Autónomos vizinhos.

    Os peerings são mostrados mediante dois comandos: "import" e "export" os quais referem sempre a um Sistema Autónomo, que pode estar indicado pelo nome ou por um número. Import indica que estamos a importar rotas de outro Sistema Autónomo e "export" que estamos a exportar as nossas.

    Normalmente o número de linhas import é igual ao do export, já que o habitual é permutar tráfego nos dois sentidos de cada Sistema Autónomo, o qual implica exportar as nossas rotas e importar as suas.

    O número de linhas import ou export é, portanto, a quantidade de peerings ou Sistemas Autónomos com que se permuta o tráfego. Este é uma excelente medida de conectividade da Internet que tem o Sistema Autónomo considerado.

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  5. Qual é o grau de conectividade habitual nos Sistemas Autónomos?

    É muito variável. O mínimo é 2, é por isso que, nalguns Sistemas Autónomos só estão ligados com outros 2 vizinhos.

    A política de conectividade da arsys consiste em maximizar a qualidade do fluxo da Internet que é oferecido aos nossos clientes. Para isso procuramos minimizar o tempo no qual a informação dos nossos servidores precisa para chegar aos utilizadores da Net, isto consegue-se ligando directamente ao maior número possível de destinos.

    É por isso que a arsys participa em vários Pontos Neutros nos quais é interligada a mais de 100 Sistemas Autónomos.

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  6. Já experimentei pôr um IP no RIPE, mas só aparece qualquer coisa relativa à IANA.

    Significa que o servidor não está na Europa. Existem muitos fornecedores que alojam os seus sites em servidores situados nos Estados Unidos, pelo qual, para obter informação referênte à sua rede deveria ir ao ARIN (http://www.arin.net/) e, daí tornar a experimentar escrevendo o endereço IP.

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  7. O que é o Looking Glass?

    O nosso Looking Glass é uma ferramenta para visualizar rotas e outros dados relativos ao Sistema Autónomo da arsys e da sua interacção com os outros que formam a Internet.

    • Trata-se de um aplicativo web que executa diversos comandos em um dos nossos routers a escolher pelo utilizador.
    • O aplicativo está à disposição de qualquer qualquer pessoa que deseje testar a nossa conectividade, as rotas possíveis até qualquer destino, tempos de resposta, etc.

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* Os preços não incluem IVA.