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As máquinas na Internet identificam-se por meio de um endereço IP (como por ex. 216.32.74.52). No entanto preferimos utilizar nomes como (www.yahoo.com) porque são mais fáceis de lembrar, e porque oferecem a flexibilidade de poder modificar a máquina em que estão alojados (neste caso se modificaria o endereço IP) sem necessidade de modificar as referências a ele.
Caso tenha utilizado alguma vez um navegador Web, um programa de FTP ou qualquer outro programa parecido da Internet, então provavelmente utilizou um servidor DNS.
Este Sistema de Nomes de Domínio (DNS) é na realidade um conjunto de protocolos e serviços que permite aos utilizadores usar estes nomes em vez de ter que recordar endereços IP. Esta é certamente a função mais conhecida dos protocolos DNS, a atribuição de nomes aos endereços IP.
Por exemplo, se o endereço IP do site FTP da arsys.pt fosse 217.76.128.4, a maioria das pessoas chega a este equipamento especificando ftp.arsys.pt e não pelo endereço IP.
Antes da implementação de DNS, a utilização de nomes de equipamentos realizava-se através do uso de ficheiros (“HOSTS”) que continham uma lista de nomes e os seus endereços IP associados. Na Internet, este ficheiro administrava-se de forma centralizada (um único equipamento guardava esta informação) e cada localização descarregava periodicamente uma cópia nova. Na medida que foi crescendo o número de equipamentos na Internet, esta solução foi se tornando inviável. Este foi o motivo do surgimento do sistema de DNS.
Um sistema de nomes de domínio (DNS) consta de uma base de dados de nomes distribuída.
Na seguinte figura mostram-se vários domínios superiores, entre os quais se encontra Meudominio, e um host chamado host, dentro do domínio meudominio.com. Se alguém quisesse contactar com esse host utilizaria o nome de domínio completo host.meudominio.com.

O Centro de Informação da Rede Internet (Internet Network Information Center) administra a raiz da base de dados DNS na Internet. Os domínios superiores foram atribuídos a organizações e países. Estes nomes de domínio seguem um padrão internacional. Para os países usam-se abreviaturas de duas e três letras, e reservaram várias abreviaturas para que as organizações as utilizem, como podemos ver nos seguintes exemplos:
| Nome domínio DNS | Tipo de organização |
|---|---|
| .com | Comercial (por exemplo, microsoft.com para Microsoft) |
| .edu | Educacional (por exemplo, ucla.edu para Universidade da California) |
| .org | Organizações não comerciais (por exemplo, icann.org para ICANN) |
Cada nó da árvore de uma base de dados DNS, junto com todos os nós debaixo do mesmo, chama-se domínio.
Por exemplo, o domínio meudominio (meudominio.com), poderia conter ao mesmo tempo equipamentos, como host.meudominio.com e subdominios, como subdom.meudominio.com, que ao mesmo tempo poderia conter hosts, como por exemplo host.subdom.meudominio.com.
Os servidores DNS armazenam informação sobre o espaço de nomes do domínio e são conhecidos como servidores de nomes.
Um servidor de nomes primário é um servidor de nomes que obtém os dados das suas zonas de ficheiros locais. As mudanças numa zona, como a adição de domínios, realizam-se no servidor de nomes principal.
Um servidor de nomes secundário obtém os dados das suas zonas de outro servidor de nomes da rede que tem autoridade sobre essa zona (normalmente de um servidor de nomes primário). O processo de obtenção de informação destas zonas (quer dizer, o ficheiro da base de dados) pela rede, conhece-se como uma transferência de zona.
O motivo fundamental para a existência de um servidor de nomes secundário é a redundância. São necessários ao menos dois servidores de nomes DNS que sirvam cada zona, um principal e pelo menos um secundário para que em caso de falha, algum deles responda aos nomes solicitados.
No processo de resolução de nomes, os servidores de nomes armazenam na caché as respostas obtidas fora da sua zona para evitar tempo na resolução de respostas a pedidos similares. Neste processo, realiza-se a busca através da hierarquia de nós de nomes de DNS até encontrar a resolução do pedido. Existe um tempo de vida (TTL) que se especifica através dos dados que os servidores de nomes trocam entre si, e que controla o tempo em que armazenar-se-ão estes dados. Evidentemente em menor tempo de vida, maior carga para o servidor de nomes, mas maior confiabilidade dos dados do domínio.
Até o momento explicamos um pouco da terminologia e o funcionamento geral do sistema de DNS. Agora vamos explicar brevemente a estrutura de um ficheiro de DNS dentro do servidor de nomes.
Um ficheiro de base de dados do servidor de nomes (ou ficheiro de DNS) é um ficheiro de zona que contém os registos (linhas do ficheiro) para a parte do domínio da qual a zona é responsável. Isto é, é um ficheiro que contém os dados para resolver os pedidos de nomes associados ao domínio em endereços IP.
A seguir referimos alguns destes registos para ver o formato geral de um ficheiro DNS:
O primeiro registo de qualquer ficheiro da base de dados é o registo SOA. Este registo é formado por uma série de parâmetros a considerar:
Para que um registo de recurso englobe uma linha num ficheiro de base de dados, os saltos de linha devem ser incluídos entre parênteses.
Em um ficheiro de zona, o símbolo '@' representa o domínio raiz da zona.
Exemplo:
1; número de série
10800; actualizar [3 horas]
3602; nova tentativa [1 hora]
604800; expirar [7 dias]
86400; tempo de vida [1 dia]
O Registo NS (Name Server ou Servidor de Nomes) enumera os servidores de nomes deste domínio, permitindo que outros servidores de nomes vejam os nomes do seu domínio.
O seu formato é o seguinte:
domínio IN NS nomeservidorhost
Exemplos:
@ IN NS ns3.servidoresdns.net.
@ IN NS ns4.servidoresdns.net.
O registo de troca de e-mail (Mail eXchange) indica qual host processa o correio deste domínio.
Se existirem múltiplos registos de intercâmbio de correio, o solucionador de nomes tentará se por em contacto com os servidores de correio em ordem de preferência, começando pelos valores inferiores (maior prioridade) até o valor superior (menor prioridade).
O seu formato é o seguinte:
domínio IN MX preferência servidorcorreiohost
Ao utilizar os seguintes registos de exemplo, o correio enviado a teste@meudominio.com é enviado inicialmente a teste@servidorcorreio0.meudominio.com, se for possível, e depois a teste@servidorcorreio1.meudominio.com se servidorcorreio0 não estiver disponível.
Exemplos:
@ IN MX 10 servidorcorreio0
@ IN MX 20 servidorcorreio1
O valor servidorcorreiohost deve ser indicado através de um nome e não de uma IP.
Um registo de endereço A (Address) serve para associar nomes de host a endereços IP dentro de uma zona. Estes são os registos que compõem a maior parte do ficheiro da base de dados.
O seu formato é o seguinte:
nomehost IN A endereçoIPdohost
Exemplos:
machine1 IN A 157.55.201.143
nomeservidor2 IN A 157.55.200.2
Estes registos também recebem o nome de alias, ainda que são conhecidos como entradas “nome canónico” (CNAME ou Canonical Name).
A utilidade principal é a de usar mais de um nome para apontar a um único host. Isto pode simplificar operações como alojar ao mesmo tempo FTP e um servidor WEB no mesmo equipamento.
O formato é o seguinte:
nomealiashost IN CNAME nomehost
Exemplo:
Suponha que www.meudominio.com e que ftp.meudominio.com estão no mesmo servidor. Se este for o caso, então poderia ter as seguintes entradas no seu ficheiro de zona:
servidorficheiros IN A 157.55.200.41
ftp IN CNAME servidorficheiros
www IN CNAME servidorficheiros
Este guia de referência ao serviço de DNS trata de dar uma visão geral do funcionamento do mesmo, e uma ideia do processo de resolução de nomes em endereços IP.
Para uma informação pormenorizada ao respeito desta funcionalidade, podem consultar:
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