Acesso Clientes

Número Azul Das 8 às 22 horas 808 78 1000

Ajuda

A solução a qualquer dúvida sobre o funcionamento e gestão dos nossos produtos

Ajuda

Voltar à ajuda

Redes e Conectividade - IPv6

Imprimir
  1.  O que é o protocolo IP?
  2.  O que são os endereços IP?
  3.  O que é o IPv6?
  4.  Quais são as vantagens do IPv6?
  5.  Quando se esgotará o espaço para endereços IPv4?
  6.  Porque a NAT (Network Address Translation) não é suficiente para resolver os problemas de espaço de endereços?
  7.  Como é o formato dos endereços IPv6?
  8.  Qual é a quantidade de endereços disponíveis com o IPv6?
  9.  Como vão ser atribuidos aos utilizadores os novos endereços IPv6?
  10.  Porquê IPv6 e não IPv5?
  11.  Onde posso encontrar a implementação do IPv6 para o meu sistema operativo?
  12.  Quais são os serviços com suporte IPv6 que a arsys oferece actualmente?
  13.  Links de interesse.

  1. O que é o protocolo IP?

    IP, abreviatura de "Internet Protocol", protocolo desenvolvido nos anos 70 com a finalidade de interligar computadores de redes separadas. Até esse momento os equipamentos informáticos interligavam-se mediante redes locais, que estavam separadas formando "ilhas de informação".

    O nome "Internet" foi dado para designar o Protocolo; posteriormente a "rede mundial de informação", que nomeadamente significa  “inter rede”, que quer dizer "conexão entre redes". No inicio o protocolo foi utilizado exclusivamente para fins militares, mas rapidamente foram aderindo os computadores das universidades, depois as empresas e os utilizadores particulares.

    A Internet, a Rede Mundial de Informação, é o resultado da aplicação prática do protocolo IP, ou seja, o resultado da interligação de todas as redes de informação que existem no mundo.

    Voltar

  2. O que são os endereços IP?

    O endereço IP é um identificador único que se aplica a cada dispositivo conectado a uma rede IP. Dessa forma os distintos elementos participantes da rede (servidores, routers, computadores de utilizadores, etc) comunicam entre si utilizando o seu endereço IP como identificação.

    Na versão 4 do protocolo IP (utilizada actualmente) os endereços estão formados por 4 números de 8 bits (número de 8 bits pode valer desde 0 até 255) e normalmente representados separados por pontos, por exemplo: 217.76.151.34.

    No total, o endereço IP versão 4 possui 32 bits, que equivale a 2 32 endereços IP diferentes.

    Voltar

  3. O que é o IPv6?

    O IPv6 é a nomenclatura abreviada de "Internet Protocol Version 6".

    • O IPv6 é o protocolo da próxima geração da Internet, pelo qual, as vezes também denomina-se IPng, de "Internet Protocol Next Generation".
    • É por tanto, a actualização do protocolo da rede de dados sob o qual se fundamenta a Internet. O IETF (Internet Engineering Task Force) desarrolló las especificaciones básicas durante los 90 para sustituir la versión actual del protocolo de Internet, IP versión 4 (IPv4), que vio la luz a finales de los 70.

    O IPv4 tem demonstrado, pela sua longevidade, o desenho flexível e poderoso, mas começa a ter problemas, sendo o mais importante o crescimento em pouco tempo da necessidade de endereços IP.

    Novos utilizadores em países tão povoados como a China ou a Índia, novas tecnologias com dispositivos ligados de forma permanente (xDSL, cabo, PDA, telefones móveis UMTS, etc.) estão a provocar a rápida desaparição dos endereços IP disponíveis na versão 4.

    • O IPv6 resolve este problema criando um novo formato de endereços IP com muitas mais variações, de forma que o número de endereços IP não se esgote, inclusive a contar com que cada dispositivo que se puder imaginar (incluindo electrodomésticos) fique ligado à rede Internet.
    • O IPv6 também disponibiliza melhorias significativas nas áreas de routing e auto-configuração de redes. Os novos dispositivos que forem incorporados à rede serão "plug-and-play". O fim da configuração dos IPs do DNS, o gateway predeterminado, a máscara da sub-rede e demais parâmetros. Simplesmente terá de ligar o equipamento à rede, que consegue na mesma, todos os dados de configuração que precisar.

    IPv6 espera-se substitua gradualmente o IPv4, coexistindo durante alguns anos na transição. A arsys continuando na sua filosofia de vanguarda tecnológica, oferece já aos clientes que assím o requeiram, serviços de hosting com suporte para o protocolo IPv6.

    Voltar

  4. Quais são as vantagens do IPv6?

    Podemos resumi-las com as seguintes:

    • Escalabilidade: O IPv6 tem endereços de 128 bits à frente dos endereços de 32 bits do IPv4. Portanto, a quantidade de endereços IP disponíveis vão multiplicar-se 7,9 x 10 28 vezes.
    • Segurança: O IPv6 inclui a seguridade nas próprias especificações como a encriptação da informação e a autenticação do que envia a referida informação.
    • Aplicações de tempo-real: Para dar melhor suporte ao tráfego de tempo-real (i.e. videoconferência), o IPv6 inclui o rotulado dos fluxos nas suas especificações. Com este mecanismo os routers podem reconhecer a qual fluxo pertencem os pacotes transmitidos..
    • Plug-and-Play: O IPv6 inclui o standard “plug-and-play”, mecanismo que facilita aos utilizadores a ligação dos seus equipamentos à rede. A configuração realizar-se-á automaticamente.
    • Especificações claras e optimizadas: O IPv6 seguirá as boas práticas do IPv4, eliminará as características não utilizadas e obsoletas do mesmo para optimizar o protocolo da Internet. A ideia com o protocolo actual é, manter o bom e suprimir o mau.

    Voltar

  5. Quando se esgotará o espaço para endereços IPv4?

    Não há data concreta mas estima-se, com o crescimento actual, a quantidade de endereços IP versão 4 disponíveis esgotará antes do fim desta década.

    Tendo em conta que, são precisos vários anos de coexistência entre ambas as versões para preparar a migração, é fácil pensar que a passagem para a nova geração da Internet realizar-se-á em breve. Iniciou-se já na arsys.

    Voltar

  6. Porque a NAT (Network Address Translation) não é suficiente para resolver os problemas de espaço de endereços?

    O NAT é um sistema que permite que uma rede local possa ligar-se à Internet tendo um único endereço IP real, por exemplo, o endereço IP atribuído a uma ligação ADSL ou de cabo.

    • Quase todas as redes locais actuais implementam-se atribuindo a cada computador endereços IP privados da série 192.168.X.X. Estes endereços podem-se atribuir livremente dentro de uma rede local, ainda pelo contrário, não podem ser utilizados na rede Internet.
    • Para ligar à Internet, as redes locais com endereçamento interno privado, utilizam um único endereço IP "real". Quando qualquer computador da rede local acede à Internet, o faz utilizando a dita IP real, portanto, todos os computadores da rede local entram na Internet com o mesmo endereço IP. O NAT encarrega-se de gerir todas estas conversões entre IPs privadas internas e o IP real.

    A existência do NAT tem sido um autêntico salva-vidas para o protocolo IP actual (versão 4). Sem o NAT há muito tempo que os endereços IP já tivessem esgotado, visto que não há suficientes como para atribuir um endereço único para cada equipamento susceptível de se ligar à Internet.

    Então cabe perguntar: não seria possível continuar aguentando com o esquema de endereços IP actual, na base de utilizar mais e mais NAT?

    • Os endereços IP versão 4 estão a esgotar inclusive contando com um uso maciço do NAT.
    • Num futuro próximo, muitos dispositivos como telefones móveis UMTS ou electrodomésticos estarão conectados à Internet de forma permanente (com endereço IP fixo).

    Fica claro que o uso do NAT é insuficiente para satisfazer tal demanda de conectividade.

    Além disto:

    • A NAT também insere complexidade da manutenção e utilização de recursos de computação nos routers. Os routers que fazem NAT têm que reatribuir os endereços IP de cada um dos pacotes que entram ou saem à rede, o qual é uma sobrecarga grande de CPU respeito à sua missão original, que é simplesmente distribuir os pacotes.
    • O IPv6 não só incrementa o espaço de endereços. É mais do que isso. O IPv4 tem-se utilizado durante mais de vinte anos e existem falhas e limitações nas suas especificações para o uso actual. O IPv6 tenta incluir tecnologias que estão a ser utilizadas na actualidade e tenta ser um protocolo preparado para o século XXI.

    Voltar

  7. Como é o formato dos endereços IPv6?

    Vamos ver um exemplo de endereço IP versão 6:

     

    2001:0ba0:01e0:d001:0000:0000:d0f0:0010
    • O endereço em total está formado por 128 bits, face aos 32 das actuais (versão 4) .
    • É representado em 8 grupos de 16 bits cada, separados pelo carácter ":".
    • Cada grupo de 16 bits representa-se à sua vez mediante 4 cifras hexadecimais, quer dizer, que cada cifra vai do 0 ao 15 (0,1,2, ... a,b,c,d,e,f sendo a=10, b=11, etc até f=15).



    Existe um formato abreviado para designar endereços IP versão 6 quando as terminações são todos zeros (0), por exemplo:

     

    2001:0ba0::
    • É a forma abreviada do seguinte endereço:

      2001:0ba0:0000:0000:0000:0000:0000:0000



    Também existe um método para designar grupos de endereços IP ou sub-redes que consiste em especificar o número de bits que designam a sub-rede, a começar de esquerda para a direita, sendo os bits restantes para designar equipamentos individuais dentro da sub-rede.

    Por exemplo, a notação:

     

    2001:0ba0:01a0::/48
    • Indica que a parte do endereço IP utilizado para representar a sub-rede tem 48 bits.
    • Como cada cifra hexadecimal são 4 bits, isto indica que a parte utilizada para representar a sub-rede está formada por 12 cifras, quer dizer: "2001:0ba0:01a0".
    • O resto das cifras do endereço IP (as quais estão à sua direita quando completa) utilizar-se-iam para representar objectos dentro da sub-rede.


    Vamos ver um exemplo real:

    A arsys dispõe já de endereçamento IPv6 próprio.

    • O espaço de endereços atribuído pelo RIPE é 2001:0ba0::/32, o qual pode ser consultado no seguinte endereço web: http://www.ripe.net/perl/whois?-r%20-T%20inet6num%202001:0ba0::/32
    • A rede IP versão 6 da arsys designa-se mediante os dois primeiros grupos de cifras e utilizam-se todas as variações possíveis dos 6 grupos restantes para designar sub-redes e equipamentos.

    O RIPE recomenda aos ISP e operadores que atribuam a cada cliente uma sub-rede do tipo /48 com o fim de que o cliente possa gerir as suas próprias sub-redes sem ter de utilizar o NAT (o NAT desaparece no IPv6).

    Assim, um cliente de conectividade no IPv6 da arsys poderia ter uma sub-clase como a seguinte:

    2001:0ba0:1c01::/48

    Ao mesmo tempo, este cliente poderia criar as suas próprias sub-redes nas suas instalações fazendo variar o seguinte grupo de 16 bits. Por exemplo, uma das suas sub-redes poderia ser esta:

    2001:0ba0:1c01:5c23::/64

    Os 64 bits restantes até completar o endereço IPv6 utilizar-se-ão exclusivamente para designar o equipamento dentro da sub-rede.

    • As placas de rede ethernet levam incorporado um identificador único atribuído pelo fabricante chamado MAC (Media Access Control).
    • O MAC está formado por 48 bits pelo qual "cabe" dentro dos 64 bits do endereço IP que correspondem ao dispositivo.

    Esta é a base do sistema de auto-configuração do IPv6:

    • Os equipamentos poderão ligar à rede e auto-configurarse gerando automaticamente o seu próprio endereço IP.
    • Esta formar-se-ia tomando a parte da rede de dispositivos como os routers e incorporando a sua própria MAC ao endereço IP, o qual garantiria que esta fosse única.

    Em resumo, os novos endereços IP versão 6 possuem 128 bits dos quais 64 utilizam-se para representar a parte da rede e os outros 64 o equipamento ligado à mesma. Isto pode ser representado esquematicamente como segue:

     

    2001 0ba0 1c01 5c23 00001a56f3bd0153
    RIPE Rede da
    arsys
    Rede para uso
    do cliente
    Sub-rede do
    cliente
    Interface do equipamento.
    Formada a partir da MAC
    da placa de rede
    16 bits 16 bits 16 bits 16 bits
    64 bits para designar sub-rede 64 bits para dispositivo


    Voltar

  8. Qual é a quantidade de endereços disponíveis com o IPv6?

    A quantidade de endereços IP disponíveis com o IPv6 é igual ao número máximo representável com 128 bits, quer dizer:

    2128 = 3.4 * 1038

    Os algarismos que representam este número é tão grande que resulta difícil de imaginar. Para termos uma ideia da sua magnitude podemos compará-la com :

    • O número de estrelas da Via Láctea, que são uns cem mil milhões. Precisaríamos de 100 mil biliões de galáxias iguais à nossa Via Láctea para juntar tantas estrelas como endereços IP irá ter a nova Internet. Ainda é sabido que existem milhares de milhões de galáxias, seguramente não nos arriscamos demasiado ao dizer que a nova Internet terá mais endereços IP disponíveis que estrelas existem no Universo.
    • Outra comparação possível é com a quantidade de átomos da matéria. Precisaríamos 67.000 toneladas de ferro para juntar tantos átomos de dito metal como endereços IPv6. Se em lugar de ferro falamos da atmosfera, precisaríamos dum cubo de 23 Km de lado para que o ar encerrado nele tivesse tantas moléculas como endereços IP na Internet da nova geração.

    Voltar

  9. Como vão ser atribuidos aos utilizadores os novos endereços IPv6?

    Os fornecedores e ISP europeus que estamos já no processo de implantação da nova versão do protocolo IP, seguimos as instruções do RIPE com respeito a como poderia ser distribuído o enorme espaço de endereçamento IP versão 6 entre os nossos clientes.

    Existe uma diferença muito grande entre as recomendações para a atribuição dos endereços IP versão 4, que procura principalmente a economia de endereços, pois como já é sabido falta muito pouco tempo para esgotarem, e as da versão 6 que procura a flexibilidade.

    • O RIPE recomenda aos ISP e operadores que atribuam a cada cliente de IPv6 uma sub-rede do tipo /48 com o fim de que o cliente possa gerir as suas próprias sub-redes sem ter de utilizar NAT (o NAT desaparece no IPv6).

    Com o protocolo IP versão 4, por exemplo, um cliente ligado via RDSI só podería conseguir ter um endereço IP fixo para a sua rede. Os endereços IP dos equipamentos da sua rede local deveriam ser privados (192.168.X.X) e utilizar o NAT para dar saída à Internet à rede local dele.

    Nem por isso com o IPv6 o cliente irá receber uma sub-clase que se segue:

    2001:0ba0:1c01::/48

    Este cliente, ao mesmo tempo pode criar nas suas instalações 65.535 sub-redes diferentes, formadas pela combinação de w, x, y, z, do grupo:

    2001:0ba0:01b0:wxyz::/64

    Em cada uma dessas 65.535 sub-redes que o nosso cliente pode criar, poderá ter mais de 18 trilhões de endereços IP diferentes, atribuidas de forma automática (plug-and-play), ou pelo cliente manualmente.

    Voltar

  10. Porquê IPv6 e não IPv5?

    A informação que circula numa rede IP como a Internet está distribuída em pacotes. Cada pacote inclui, não só, os dados a transmitir, senão também um "envoltório" que, de entre outras coisas, tem o número da versão do protocolo IP que se estiver a utilizar.

    A IANA decidiu atribuir o número da versão 5 para um protocolo experimental que nunca foi utilizado na prática, chamado ST-II "Stream Protocol version 2". A ideia era identificar os pacotes de ST verificando o número da versão do protocolo IP: Se o número for 4 então trata-se de um pacote normal, se for 5 então é um pacote do Stream Protocol.

    Por esse motivo, o número 5 não pode ser utilizado para designar à versão do protocolo IP que segue à 4. Portanto, não há um salto de versão, simplesmente a versão 6 segue à 4 porque o número 5 esta reservado para outro protocolo.

    Voltar

  11. Onde posso encontrar a implementação do IPv6 para o meu sistema operativo?

    Para utilizar o IPv6 no seu computador precisa de ter instalado como protocolo de rede o software IP versão 6, o qual está disponível para praticamente todos os sistemas operativos.

    • No caso do Windows XP e Windows 2003, o software está incluído no sistema operativo, ainda que seja necessário instala-lo, não está instalado por defeito como protocolo de rede.

    • Para o resto de sistemas operativos deve descarregar o software correspondente para o TCP/IP na versão 6 e instala-lo no seu equipamento.

    Voltar

  12. Quais são os serviços com suporte IPv6 que a arsys oferece actualmente?

    A arsys fornece serviços de hosting em servidores Windows Server 2003 e Linux com suporte IPv6 para todos os clientes que o desejem.

    • Os webmasters, programadores de aplicações web, administradores de sistemas, etc., podem testar já os seus projectos da nova geração da Internet num servidor real em produção.

    Além disso, oferece-se conectividade IPv6 tunelizada em IPv4.

    • Para utilizar este tipo de conectividade, o utilizador deve instalar no seu equipamento o software IPv6 e a arsys fornecerá um túnel que ligue o computador do utilizador à rede nativa IPv6 na qual a arsys está conectada.
    • Desta forma o utilizador disporá duma conexão completamente nativa sobre IPv6 que permitir-lhe-á navegar por todos os servidores com suporte para a versão 6, e compatível com aqueles (a maioria de momento) que forem da versão 4.
    • O túnel utiliza-se para atravessar o segmento IPv4 que ainda existe entre o computador do utilizador e o router da arsys (o segmento de rede gerida pelo operador de conectividade).

    Se estiver interessado em qualquer destes serviços, entre em contacto com o nosso Serviço de Atenção ao Cliente em info@arsys.pt.

    Voltar

  13. Links de interesse.

    A seguir se indicam-se alguns links com informação de interesse relativa ao IPv6:

    Voltar

Voltar à ajuda

* Os preços não incluem IVA.